Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.
Os sonhos são ilustrações do livro que sua alma está escrevendo sobre você.
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sábado, 23 de janeiro de 2016
sábado, 22 de dezembro de 2012
Depois do Sol
Fez-se
noite com tal mistério,
Tão
sem rumor, tão devagar,
Que
o crepúsculo é como um luar
Iluminando
um cemitério...
Tudo
imóvel... Serenidades...
Que
tristeza, nos sonhos meus!
E
quanto choro e quanto adeus
Neste
mar de infelicidades!
Oh!
Paisagens minhas de antanho...
Velhas,
velhas... Nem vivem mais...
As
nuvens passam desiguais,
Com
sonolência de rebanho...
Seres
e coisas vão-se embora...
E,
na auréola triste do luar,
Anda
a lua, tão devagar,
Que
parece Nossa Senhora
Pelos
silêncios a sonhar...
sábado, 22 de setembro de 2012
Além
Não
sei que tempo faz, nem se é noite ou se é dia.
Não
sinto onde é que estou, nem se estou. Não sei de nada.
Nem
de ódio, nem amor. Tédio? Melancolia.
-Existência
parada. Existência acabada.
Nem
se pode saber do que outrora existia.
A
cegueira no olhar. Toda a noite calada
no
ouvido. Presa a voz. Gesto vão. Boca fria.
A
alma, um deserto branco: -o luar triste na geada...
Silêncio.
Eternidade. Infinito. Segredo.
Onde,
as almas irmãs? Onde, Deus? Que depredo!
Ninguém....
O ermo atrás do ermo: - é a paisagem daqui.
Tudo
opaco... E sem luz... E sem treva... O ar absorto...
Tudo
em paz... Tudo só... Tudo irreal... Tudo morto...
Por
que foi que eu morri? Quando foi que eu morri?
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